Foto: Luciana Medeiros/Holofote Virtual

Trio Manari e Djuena Tikuna unem forças em show histórico no Festival Psica 2024

Um encontro inédito e repleto de simbolismo entre Djuena Tikuna, cantora, compositora e ativista indígena (AM), e o Trio Manari (PA), referência da música percussiva amazônica, marcou a abertura do palco Rio Voador, no Píer da Casa das Onze Janelas, em Belém, nesta última sexta-feira, dia 13.

Com repertório que aborda a resistência indígena, a preservação ambiental e a tradição cultural amazônica, a cantora conta que tem feito diversas apresentações com essa missão.

“Tenho uma banda e estamos circulando bastante, participando de festivais grandes e pequenos. Eu canto em minha língua materna, trazendo mensagens sobre a luta pelo meio ambiente, a preservação das florestas e do nosso território”, destacou.

O show, que contou com o músico e produtor da cantora, Diego Janatã; Marcelino Santos (percussão) e Wiliam Jardim (guitarra), emocionou o público presente ao unir ancestralidade, resistência e um som que reverbera a força da Amazônia, mostrando a pluralidade sonora da região Norte.

Kleber Benigno (Paturi) e Djuena Tikuna. Foto: Luciana Medeiros

“Foi um show bonito, um primeiro encontro com a Djuena, que traz uma voz ancestral. O trabalho dela é belíssimo, tem uma força profunda, e quando se junta à ancestralidade dos tambores do Trio Manari, resulta em uma música muito forte, muito autêntica da Amazônia”, contou Carlos Canhão Brito Jr., produtor do Trio Manari.

“A integração entre os tambores e a voz da Djuena foi natural”, conta o produtor. “A montagem do show foi um processo intenso e gratificante. Tivemos dois dias de ensaios para montar o show. Foi um encontro muito fluido, apesar da novidade. Tivemos a participação do Marcelino Santos, que substituiu o Nazaco, que está em tratamento de saúde, se recuperando para em breve voltar aos palcos”, complementou Carlos.

Manari quer celebrar 25 anos com álbum novo

Despedida do Palco Rio Voador. Foto: Luciana Medeiros

O encontro entre a cantora e os percussionistas, uma proposta inicialmente vinda da organização do festival Psica, deu certo e parece que vai render frutos. “Em 2025 vamos lançar um álbum novo e já temos algumas músicas prontas, mas queremos que essa conexão com a Djuena se fortaleça ainda mais. Ela trouxe algo muito especial e queremos reverberar isso em nossa música”, disse Márcio Jardim.

Carlos Canhão, o produtor, arrematou. “Estamos planejando gravar, a princípio, duas músicas com a Djuena, que estarão no novo álbum do Trio, previsto para 2025, um ano especial para o Manari, que vai completar 25 anos de carreira. Queremos preparar um show comemorativo que rode o país e celebre essa união entre os tambores e as vozes da nossa região”, adiantou o produtor.

A seguir, veja fotos e o vídeo de um dos momentos mais emocionantes da apresentação, quando, já no finalzinho, Djuena disse que não poderia se despedir sem pedir que todos fizessem uma roda. Confira no vídeo!

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