Foto: Rogério Folha

“Clima – O Novo Anormal” abre em mais um das galerias do Centro Cultural Banco da Amazônia

Prepare-se para uma experiência imersiva que convida o público para repensar a forma de habitar o mundo em meio às severas mudanças climáticas que fazem parte do contexto contemporâneo.

A exposição “Clima – O Novo Anormal” abre neste sábado, dia 8 de novembro, a partir das 10h, no Centro Cultural Banco da Amazônia, com entrada gratuita. São vídeos, textos, mapas, objetos interativos, cheiros, painéis e dispositivos multimídia que provocam o visitante pela emoção.

“A gente precisa, para comunicar coisas muito densas e urgentes como a mudança do clima, da emoção”, diz Claudio Ângelo, “A intenção é mesmo deixar as pessoas com raiva, sem dourar a pílula nesse contexto em que o novo normal é anormal”, dispara.

O jornalista e autor de “A espiral da morte – como a humanidade alterou a máquina do clima” (Companhia das Letras, 2016) e “O silêncio da motosserra – quando o Brasil resolveu salvar a Amazônia” (Companhia das Letras, 2024), assina o roteiro e direção da exposição “Clima – o Novo Anormal”, junto com o cineasta Fernando Meirelles.

“Clima – o Novo Anormal” é a versão brasileira da mostra “Urgence Climatique”, originalmente concebida pela Universcience, instituição pública francesa dedicada à divulgação da cultura científica.

Cláudio Ângelo: roteiro e direção, com Fernando Meirelles. Foto: Rogério Folha

Com tradução para as línguas inglesa e francesa, a exposição apresenta conteúdos onde o público pode acompanhar a destruição provocada pelo desmatamento no Brasil, a preservação do Xingu e os impactos da ocupação humana nos biomas brasileiros.

A mostra acontece no período em que Belém é o epicentro da pauta internacional sobre mudanças climáticas e atua como sede da 30º edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – a chamada Conferência das Partes, ou COP30.

A edição brasileira, adaptada à realidade local e com diversas informações atualizadas sobre os impactos nocivos à biodiversidade, é resultado de uma colaboração entre Brasil e França, contando com o apoio técnico-científico do Observatório do Clima e coordenação de produção de Patrícia Galvão.

“Em alguns pontos da exposição, o visitante vai ter a sensação de calor mesmo com o ar condicionado ligado. É que a cor vermelha traz uma experiência sensorial, com imagens e sons que nos fazem ver o que muitas vezes ainda não conseguimos sentir”, convida.

Patrícia Galvão, produtora. Foto: Rogério Folha

Patrícia Galvão também assinala que a maior parte do material utilizado é feito com madeira e que ao final da exposição, o material será doado para organizações não governamentais, organizações sociais e entidades que possam fazer o reaproveitamento para ações assertivas.

“É o desafio de unir arte, ciência e tecnologia sem a pegada do carbono e com sustentabilidade”, afirma Patrícia.

Há também as verdadeiras aulas de cientistas e ambientalistas referenciais para a questão do meio ambiente, como Paulo Artaxo, Tasso Azevedo, André Trigueiro e Jean Jouzel.

Fernando Meirelles, conhecido por filmes como “Cidade de Deus”, “Ensaio sobre a cegueira” e mais recentemente pela produção da série “Pssica”, diz que o Novo Anormal está longe de oferecer consolo, mas lucidez.

Para o cineasta, a exposição reflete a missão do Observatório do Clima: apresentar os fatos como eles são.

“Não há solução mágica, apenas a necessidade de adaptação a uma crise em curso. Se há um caminho para a mudança, ele começa pelo voto: escolher líderes que levem o clima a sério.” Fernando Meireles

Em meio à exposição, há um globo digital suspenso, alimentado por quatro projetores, que exibe o aumento das temperaturas e as mudanças no nível dos oceanos sob diferentes cenários de aquecimento de acordo com os comandos interativos do visitante.

O planeta azul. Foto: Luciana Medeiros

O cinema também marca presença na exposição como os filmes “Efeito Estufa”, de Fernando Meirelles e Joaquim Castro, e “Amazônia Viva”, do diretor Estêvão Ciavatta. “Amazônia Viva” leva o público a um mergulho pelos igarapés do Tapajós, num registro tocante de resistência da floresta e de seu próprio processo de superação.

Entre os detalhes de alerta, temos as faixas climáticas que traduzem graficamente 150 anos de variação de temperatura em diferentes capitais brasileiras, incluindo Belém. Outro destaque é a mesa interativa dos hábitos alimentares, onde o visitante escolhe pratos e descobre a quantidade de carbono inserida em cada tipo de alimento.

“Para não ficarmos só no discurso e manter a floresta em pé para as próximas gerações, nós, do Banco da Amazônia, já colocamos em prática o procedimento sustentável a partir de créditos concedidos com base em políticas socioambientais”, destaca Ruth Helena Lima gerente de Marketing e Comunicação do Banco da Amazônia.

Ruth Helena, em entrevista a Augusto Pacheco

Na ocasião, ela também reforçou que as inscrições para o Programa de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia estão abertas até o dia 28 de novembro em diversas áreas artísticas. Os editais podem ser acessados no site www.bancoamazonia.com.br

A exposição em Belém tem patrocínio Master do Banco da Amazônia e realização do Centro Cultural Banco da Amazônia. A exposição também conta com patrocínio, via Lei Rouanet, das empresas da Sanofi e da Netshoes. Neste sábado, 8, coloque na agenda. A abertura ao público será às 10h.

Serviço

Exposição: Clima – O Novo Normal
Abertura: 8 de novembro de 2025, às 10h.
Visitação: até 8 de fevereiro de 2026.
Horário de funcionamento: de 10h às 19h, de terça a sexta-feira. Sábado, domingo e feriados: das 10h às 14h. Entrada gratuita.
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia – Av. Presidente Vargas n. 800.

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