Urban Sketchers Belém se prepara para o próximo encontro no Mercado de São Brás

O domingo convida à experiência criativa oferecida pelo Urban Sketchers Belém (USk Belém), que realiza seu próximo encontro dia 19 de janeiro, das 8h às 11h, no recém-reinaugurado Mercado de São Brás. O evento é gratuito e aberto ao público, oferecendo uma oportunidade para desenhar e celebrar um dos marcos históricos mais icônicos da cidade.

O Urban Sketchers é um movimento internacional. Surgiu em 2007, com o objetivo de conectar desenhistas de todo o mundo e incentivar a prática do desenho in loco. Em Belém, o grupo local tem promovido encontros regulares desde antes da pandemia, contribuindo para a documentação visual da cidade e fortalecendo os laços entre artistas e a comunidade.

A próxima parada dos nossos desenhistas, o Mercado de São Brás, é referência cultural e arquitetônica de Belém, acabou de passar por obras de requalificação e está pronto para ser redescoberto pelos olhares artísticos dos participantes do Urban Sketchers. Durante esses encontro, desenhistas de todos os níveis, desde iniciantes até profissionais, registram as cenas, as pessoas e a atmosfera vibrante deste espaço renovado.

Os encontros do Urban Sketchers Belém são conhecidos por sua atmosfera acolhedora e colaborativa. Não é necessário ter experiência prévia ou equipamentos sofisticados – basta trazer seu caderno de desenho, materiais de arte e água para se hidratar. “Aqui, todos desenhamos juntos e aprendemos uns com os outros. É uma forma de explorar a cidade e criar memórias visuais que ficam para sempre”, destaca um dos organizadores do USk Belém.

A iniciativa tem atraído muitos jovens, oferecendo uma forma de expressão artística que combina criatividade, observação e interação social. Ao desenhar em espaços públicos, os participantes desenvolvem um olhar mais atento e apreciativo sobre o ambiente urbano, fortalecendo a conexão com a cidade e sua comunidade.

Desenho, memória e trocas artísticas

A prática do urban sketching vem contribuindo para a preservação da memória urbana, registrando aspectos culturais e históricos que podem ser compartilhados e valorizados por gerações futuras. É uma ferramenta social e vem construindo um arquivo vivo e contínuo de memórias urbanas.

Na atualidade entre os nomes conehcidos estão Lapin (França/Espanha), que registra cidades europeias com detalhes vívidos, de mercados a edifícios históricos.  Suhita Shirodkar (EUA) cultiva aquarelas de cidades americanas e indianas, capturando mudanças urbanas, festivais e a vida cotidiana. Já Tia Boon Sim (Cingapura), ajuda com seus registros a documentar a transformação urbana de Cingapura, que muda rapidamente.

Esse negócio de desenhar e registrar a cidade, paisagens e ambientes não é novo. Há exemplos históricos de artistas que em seu tempo também exploraram o registro visual em suas cidades ou como viajantes, tentando capturar o que seus olhos viam em terras distantes.

Trouxe aqui alguns nomes como Giovanni Battista Piranesi (1720–1778) que ficou famoso por suas gravuras detalhadas de Roma e suas ruínas. Seus desenhos documentaram a arquitetura clássica e inspiraram gerações de arqueólogos e restauradores. Inclusive, muitos dos locais que ele retratou já estavam em deterioração durante sua vida, e suas gravuras agora servem como registros históricos importantes de como eram na época.

Quirinal, de Giovanni Piranesi.

Joseph Mallord William Turner (1775–1851) documentou paisagens e cidades em suas viagens pela Europa, especialmente durante o auge da Revolução Industrial. Sua abordagem impressionista capturava não só os detalhes arquitetônicos, mas também a atmosfera de lugares como Veneza, Londres e outras cidades europeias. Algumas de suas obras ajudam a entender mudanças na paisagem urbana, como o impacto da industrialização.

Charles Meryon (1821–1868), gravador francês, produziu vistas de Paris em meados do século XIX, antes das reformas de Haussmann, que transformaram drasticamente a cidade. Suas gravuras são hoje consideradas documentos visuais valiosos do “velho Paris”, um mundo que foi quase completamente remodelado.

Serviço

Encontro do Urban Sketchers Belém. Neste domingo, 19 de janeiro, das 8h às 11h, no Mercado de São Brás. Todos são bem-vindos. O evento é gratuito – O que levar: material de desenho de sua preferência e água para hidratação.

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