Belém ganha o Museu das Amazônias: um espaço que conecta ciência, arte e futuro

A partir de 4 de outubro, Belém ganhará o Museu das Amazônias, novo espaço no Porto Futuro II que nasce com a missão de valorizar a identidade, a ciência, a arte e a diversidade da região.

O equipamento chega como um dos principais legados da COP30, que a capital paraense sediará em 2025, trazendo a Amazônia ao centro dos debates globais sobre sustentabilidade, cultura e futuro.

O projeto foi gestado a partir de um amplo plano de escutas que reuniu pesquisadores, artistas, lideranças indígenas, cientistas e representantes de comunidades amazônicas.

Antes mesmo de ter suas paredes erguidas, o museu já existia como ideia-força, construída em diálogo com a memória, a ancestralidade e os desafios contemporâneos do bioma.

Integrado ao Sistema de Museus e Memoriais da Secult/PA e implementado pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Museu das Amazônias carrega no DNA a pluralidade.

As curadoras: Francy Baniwa, Joice Ferreira e Helena Lima. Foto: Divulgação

A comissão curatorial reúne nomes como Francy Baniwa (antropóloga, fotógrafa e cineasta indígena), Joice Ferreira (ecóloga da Embrapa Amazônia Oriental) e Helena Lima (arqueóloga do Goeldi). Suas trajetórias distintas se encontram na proposta de um espaço vivo, que conecta ciência, arte e saberes tradicionais para pensar o futuro.

O museu conta ainda com um comitê executivo composto por instituições como BNDES, Vale, Instituto Cultural Vale, CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Secult/PA, entre outras. Essa rede de parceiros assegura não só a viabilidade do projeto, mas também a diversidade de perspectivas na sua gestão e programação.

Exposições de estreia

Foto: Sebastião Salgado/Divulgação (Reprod. Internet)

A estreia será marcada por duas mostras de peso. No térreo, a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, chega pela primeira vez ao Norte do país, com cerca de 200 fotografias em preto e branco que retratam povos indígenas e a floresta em sua complexidade e fragilidade.

A mostra já percorreu cidades como Paris, Londres e São Paulo, e agora desembarca em Belém como parte das atividades inaugurais.

No mezanino, a exposição “Ajurí”, concebida especialmente para o novo museu, faz referência ao termo indígena que significa “mutirão”. A mostra valoriza a colaboração como prática essencial para pensar a Amazônia.

Entre os destaques, um móbile com mais de 1.500 animais de miriti, produzido por artesãos de Abaetetuba, e instalações de artistas amazônidas como Evna Moura, Roberta Carvalho, Paulo Desana e Valdeli Costa, ao lado de nomes de outras regiões do Brasil.

Com dois espaços expositivos, sala educativa, loja e auditório multiuso, o Museu das Amazônias foi concebido para receber programações que integram ciência, tecnologia, memória e criação artística.

Serviço

Museu das Amazônias – Armazém 4A do Complexo do Porto Futuro II, bairro do Reduto. Horário especial de inauguração: de 4 a 10 de outubro, das 10h às 20h. Fechado nos dias 11 e 12 de outubro em razão do Círio de Nazaré. Funcionamento: de quinta a terça-feira, das 10h às 18h (última entrada às 17h).  Fechado às quartas-feiras para manutenção. Entrada gratuita até fevereiro de 2026.

compartilhe

Categorias

mais lidas

newsletter

Cadastre-se para receber novidades sobre comunicação, arte e mídia em Belém/PA.

Ao se cadastrar, você concorda com nossa política de privacidade.

Acessar o conteúdo