O Sesc Castanhal será o ponto de partida da circulação do novo álbum de Mateus Moura (voz, violão e maraca). O trabalho combina simplicidade sonora, lirismo e o desejo de criar pontes entre música contemporânea e territórios culturais.
No dia 26 de setembro, às 20h, o artista apresenta ao público A Imitação do Vento, acompanhado por Sonyra Bandeira (flauta, voz e matraca) e Pedro Imbiriba (violão, bandolim, baixo e voz).
Selecionado pelo edital PNAB-PA, chegará em mais três cidades paraenses: Cotijuba, Benevides e Belém, e inclui também oficinas musicais, aproximando comunidades da experiência criativa.
“É a primeira vez que vou ter a possibilidade de não apenas lançar um disco, mas levá-lo a outros lugares”, observa Mateus, que vê na circulação um passo fundamental para amadurecer o trabalho. “Muitas bandas nascem e morrem em Belém. Sem circulação, os projetos não se sustentam. Essa turnê abre um novo ciclo para mim e para as canções.”
Gravado no estúdio Guamundo, em parceria com Renato Torres, o álbum reúne canções em primeira pessoa, arranjadas com poucos elementos e espaço para o silêncio. “Quis trazer essa sofisticação da simplicidade, onde cada detalhe se sobressai. O silêncio também é música”, resume.

Trajetória e travessia
Mateus se define como alguém que inicia processos em ritmos diferentes, amadurecendo-os ao longo do tempo. Doutorando em Artes pela UFPA, o artista traz na bagagem vivências e trabalhos que transitam entre o cinema, o teatro, a música e a cultura popular.
“Vejo a vida como uma navegação constante. O que eu quero é continuar me desdobrando em projetos e compartilhando essa intimidade criativa com quem estiver disposto a acompanhar.”
Em 2018, três canções que mais tarde integrariam A Imitação do Vento surgiram pela primeira vez no espetáculo Árvore de Mim, solo da atriz Michele Campos, para o qual assinou a trilha sonora.
No mesmo período, conciliava projetos contrastantes: o irreverente Les Rita Pavone e o Manto, mergulho em ritmos e mitologias amazônicas. Essa amplitude de caminhos já revelava a inquietação criativa que o move.
Durante a pandemia, lançou Manhãzinha (2020), em parceria com Lariza, um respiro poético em meio ao isolamento. Nos anos seguintes, apresentou o EP Imitação do Vento em capítulos, o Cap. 1 (2022) e Cap. 2 (2024), até consolidar, em 2025, o álbum completo.
Ficha Técnica
Diretor, compositor, musicista, intérprete
– Mateus Nogueira de Farias Moura
Produção Executiva
– Andréa Augusta Mendes Rocha
Direção de Visualidade e Iluminação
– Patrícia Gondim
Musicista, oficineira, coordenação pedagógica das oficinas
– Sonyra da Silva Bandeira
Musicista, técnico de som
– Pedro Imbiriba da Silva Lima
Produção Local (Cotijuba)
– Admilson Medeiros de Souza
Produção Local (Castanhal)
– Bianca de Araújo Neves
Produção Local (Benevides)
– Flori Jácamo
Serviço
A Imitação do Vento: show no dia 26 de setembro, às 20h, no Sesc Castanhal (Av. Barão Rio Branco, 1823). Entrada gratuita. Oficina “A natureza do som”, com Sonyra Bandeira, no dia 27 de setembro, às 9h, na Comunidade da Paz (Rua 1° de maio, próximo a movelaria União, no bairro de Pirapora). Gratuito.


