Domingo de Circular: 57a edição do projeto reforça a missão de conectar Belém ao seu patrimônio

O mês que celebra o Patrimônio Cultural Nacional começa com portas abertas no centro histórico de Belém. Neste domingo, 3 de agosto, o Circular Campina-Cidade Velha realiza sua 57ª edição, em mais de 30 espaços culturais, gastronômicos e criativos nos bairros históricos da capital.

A programação, que vai de exposições e performances a rodas de conversa, oficinas e experiências culinárias, reafirma a essência do projeto: promover encontros, valorizar o patrimônio e fortalecer os vínculos da cidade com sua memória viva.

Não é apenas uma agenda cultural. Nunca foi. Promover cultura, arte e diversão sustentável em um domingo inteiro no centro histórico de Belém ainda é a melhor forma de convocar a população de Belém a ocupar esses espaços.  O Circular é um convite a percorrer ruas, casarões e praças, a experimentar sabores e sons que falam da história e da contemporaneidade de Belém.

De mostras fotográficas e rodas de leitura a performances artísticas e cozinhas afetivas, a programação deste domingo revela a pluralidade do fazer cultural nos territórios da Campina, Cidade Velha e Reduto.

Em cada espaço, artistas, produtores e coletivos compartilham pesquisas, inquietações e processos criativos, transformando o Circular em uma grande plataforma de diálogo e troca. Ao circular pelas ruas neste domingo, o público participa de um movimento de resistência e ressignificação dos espaços.

É nesse encontro entre memória e criação que o projeto ganha força, aproximando diferentes públicos e reafirmando que a cultura é um dos caminhos mais potentes para manter viva a identidade da cidade.

Belém vive a expectativa de sediar a COP 30, e eventos como o Circular reforçam a importância de manter vivos os bairros históricos, mesmo diante dos desafios de infraestrutura e dos investimentos ainda tímidos nessa parte da cidade.

Pandeiro Livre, na ladeira do Beco do Carmo. Foto: Amarílis Marisa

Dicas de roteiro para circular neste domingo

Da defesa de mestrado que lança um olhar sobre as atuações femininas na cena cultural, às oficinas que ensinam a transformar madeira em xilogravura, passando por performances que evocam a força das mulheres amazônidas, o Circular é feito de encontros que respiram arte e memória.

É o cheiro da feijoada no Balata, os vinhos leves da Avintura, o samba de João da Hora, o forró no Apoena, a fotografia que se estende em varal na Fotoativa, a infância encantada com o miriti na Praça do Carmo. É cada traço dos Urban Sketchers, cada conversa que nasce na roda sobre a Amazônia ribeirinha. É nesse percurso entre casarões, praças e sabores que a cidade se revela múltipla, viva e pronta para ser descoberta de novo a cada edição.

Você pode começar o dia cedo, às 8h30, com o Roteiro Geo-Turístico da UFPA – “Pelos Caminhos da COP 30”, saindo da Praça do Arsenal. É o tipo de passeio que gosto: andar pelo território, ouvir sobre as transformações em curso e refletir sobre a cidade neste ano tão simbólico.

Toró Gastronomia Sustentável – Espaço Valmir Bispo. Foto: Amarilis Marisa

De lá, seguir a pé até a Fotoativa (Praça das Mercês, das 9h às 18h), para ver o foto-varal “Memórias em Suspensão”, resultado de um grupo de estudos sobre arte e política, e talvez participar da oficina “Zine Luz”, com Irene Almeida (9h às 11h). Antes de sair, passe pela feirinha “Marca D’Água”, porque sempre encontra-se publicações independentes que surpreendem.

Na sequência, por volta de 11h, que tal dar uma passadinha no Espaço Cultural Valmir Bispo Santos (Rua Padre Prudêncio, 681). Vai ter roda de conversa “Amazônia Ribeirinha” (10h30 às 11h30) e almoço do chef Wagner Vieira num cardápio que mistura gastronomia e sociobiodiversidade (11h30 às 15h).

O almoço também pode ser na Casa Jambu Mineiro (Rua Ferreira Cantão, 276): tem buffet de comida mineira e, às 14h, samba com João da Hora — combinação perfeita para um domingo cultural. Ou no Espaço Gastronômico Pimenta na Cuia (Almirante Tamandaré, 123). Durante o set é 100% vinil do DJ Moriel (a partir das 11h) e às 19h30 rola show de Olivar Barreto e Renato Torres.

Na Casa Apoena (Rua São Boaventura, 171) no fim da tarde tem  feira criativa, gente interessante e, às 19h, aquele forró pé de serra com o Grupo Xodó. Tem muito mais, acessem a programação detalhada da 57ª Edição do Projeto Circular Campina-Cidade Velha: www.projetocircular.org e Instagram @circularcampinacidadevelha.

 

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