Atelie Educativo. Foto: Ana Dias

CCBA celebra ritmos, memórias e afetos amazônicos em oficinas e sarau

O Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA) recebe, atividades que fazem parte do Programa Pedagógico da 2ª Bienal das Amazônias e reúnem o público em vivências criativas conduzidas pelo Coletivo Amazonizando e pela arte-educadora Andreza Machado.

De sexta (7) a sábado (8), das 14h às 17h, o Coletivo Amazonizando promove a oficina “Mergulhando nos Sotaques do Marabaixo: o toque do tambor quilombola do Amapá”, que convida o público a uma imersão nas sonoridades e histórias do Marabaixo — manifestação reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan.

A vivência inclui escuta ativa, canto ancestral, prática percussiva e pintura com geo tintas produzidas a partir de argila. Para o Mestre Ivamar, que ministra a oficina com Felipe Melhor, a proposta é oferecer uma experiência sensorial guiada pela força dos tambores.

“O público pode esperar uma imersão conduzida pelas vibrações sonoras do Marabaixo”, afirma.

Já a produtora e quilombola Suane Brazão, da comunidade de Ilha Redonda (AP), ressalta o diálogo entre saberes tradicionais e novas tecnologias: “Espero que o público possa trocar afetos que nos fortaleçam e ampliem nossas possibilidades de futuro”.

Encerrando a imersão, no sábado (8), das 16h às 19h, o coletivo realiza o Sarau Amazonizando, com apresentações musicais de Ton Rodrigues, Ricardo Iraguany, Dylan Rocha e DJ RG, celebrando a ancestralidade em forma de música e poesia.

Foto: Karoline Peres

No domingo (9), das 10h às 12h, o CCBA recebe a oficina “O Voo das Palavras: Pipas e Memórias Compartilhadas”, ministrada por Andreza Machado. Inspirada na obra Trabalho de Estudos Sociais, de Roma Rio, a atividade propõe transformar o papel almaço, símbolo dos tempos escolares, em suporte poético para a criação de pipas.

“A ideia é construir pipas que se tornem suportes de textos, imagens e colagens, numa expressão coletiva e afetiva”, explica a artista e educadora.

As oficinas integram os eixos Memória e Sotaque, da curadoria Verde-Distância, assinada por Manuela Moscoso. A 2ª Bienal das Amazônias tem patrocínio master do Nubank, Shell e Vale, e patrocínio do Mercado Livre, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com apoio institucional do Instituto Cultural Amazônia do Amanhã (ICAA) e da Fadesp.

Serviço

Oficina “Mergulhando nos Sotaques do Marabaixo: o toque do tambor quilombola do Amapá” – Coletivo Amazonizando

6 a 8 de novembro | 14h às 17h

Centro Cultural Bienal das Amazônias – Rua Senador Manoel Barata, 400

Inscrições gratuitas

A partir de 14 anos (menores acompanhados de responsáveis)

Sarau Amazonizando – Coletivo Amazonizando e convidados

8 de novembro |  16h às 19h | Classificação: livre

Oficina “O Voo das Palavras: Pipas e Memórias Compartilhadas” – com Andreza Machado

9 de novembro | 10h às 12h | Classificação: livre

Centro Cultural Bienal das Amazônias – Rua Manoel Barata, 400, Belém

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