Um grupo de artistas do humor gráfico na amazônia

Roda de conversa reúne neste domingo artistas de diversas gerações do humor gráfico

Artistas que começaram a desenhar profissionalmente nos anos 1980 e uma geração que hoje constrói sua produção entre a ilustração digital, as redes sociais, os quadrinhos autorais e novas experimentações visuais.

Encontro neste domingo (23) reúne nove artistas paraenses de diferentes gerações para conversar sobre humor gráfico, quadrinhos, ilustração, caricatura e os caminhos da produção de narrativas visuais na Amazônia. Programação integra a “Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia”.

A mesa-redonda reúne Beatriz de Miranda, Gabriela Ribeiro, Lívia Guimarães, Luiza Fonseca, Mariana Farias, Misu, Leonardo Dressant, Paulo Emmanuel e J. Bosco. O encontro começa às 10h e segue até as 11h. Depois da conversa, os artistas permanecem no espaço até 14h para encontrar e apresentar ao público seus trabalhos, numa manhã de autógrafos. A entrada é gratuita.

A roda de conversa desloca o olhar do campo de futebol, tema central da exposição, para quem está por trás dos traços. A proposta é conversar sobre trajetórias, referências, processos de criação e os caminhos encontrados por artistas que trabalham com ilustração, cartum, caricatura, charge e quadrinhos em diferentes contextos e momentos históricos.

Humor gráfico em duas gerações
Misu e Luz, quadrinistas que ministraram oficinas na programação, com J. Bosco. Foto: Nailana Thiely

Diferentes gerações do humor gráfico

Entre os participantes estão artistas com trajetórias consolidadas no humor gráfico paraense e uma geração mais jovem que vem encontrando novas formas e espaços para produzir e fazer circular suas narrativas.

Bosco é cartunista, chargista, caricaturista, ilustrador e jornalista, com mais de quatro décadas dedicadas ao humor gráfico. Ao longo da carreira, construiu uma produção marcada pelo olhar crítico sobre política, comportamento e questões sociais, com trabalhos publicados na imprensa e reunidos em livros. É também um dos curadores da “Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia” e acaba de lançar seu sétimo livro, O Diabo Tem as Costas Largas – Cartuns Infernais.

Paulo Emmanuel é cartunista, artista plástico e designer gráfico, com trajetória iniciada nos anos 1980. Sua produção articula humor gráfico, crítica social, identidade regional e Amazônia. Já, Leonardo Dressant é quadrinista, artista visual, escritor e roteirista. Em sua produção, reúne cultura amazônica, memória, fantasia e crítica social.

Humor gráfico - exposição em Belém do Pará
Paulo Emanuel, na abertura da exposição, em maio. Foto: Nailana Thiely

A geração mais jovem amplia esse panorama a partir de diferentes técnicas, suportes e universos narrativos. Beatriz de Miranda, designer e quadrinista, tem trabalhos publicados na Bienal de Quadrinhos e na revista Café Espacial, além de desenvolver produções relacionadas à história da aviação e à memória de Saint-Exupéry.

A ilustradora e quadrinista paraense Gabriela Ribeiro, a Itsmegabyss, combina arte digital e aquarela em trabalhos atravessados pela fantasia, cultura pop e referências à fauna e à flora amazônicas. Lívia Guimarães, ilustradora, aquarelista e quadrinista, desenvolve trabalhos principalmente voltados ao universo infantojuvenil e encontra inspiração nas relações entre memória e patrimônio.

Luza Fonseca (Luz) é artista visual paraense com produção em ilustração digital e gravura, recorrendo à ficção e à fantasia para abordar questões relacionadas à identidade e às próprias experiências. Mariana Farias transita entre o lápis, a arte digital e a fanart, além de desenvolver histórias autorais e trabalhos em quadrinhos.

Completa o grupo Misu (Maria Sena), artista visual cuja produção investiga identidade, pertencimento e experiências que escapam às normas sociais, articulando diferentes linguagens em seu processo artístico.

Exposição segue até setembro

A “Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia” permanece aberta à visitação até 13 de setembro, no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém. A mostra toma o futebol como ponto de partida para explorar, pelo humor gráfico, aspectos sociais, culturais e cotidianos de uma das maiores paixões brasileiras. A curadoria é de J. Bosco e a produção executiva de Leonardo Dressant, do Mapuá Estúdio.

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Mesa-redonda e manhã de autógrafos – Feras do Traço Amazônico
Data: domingo, 23 de agosto de 2026
Mesa-redonda: 10h às 11h
Encontro com os artistas e autógrafos: 11h às 14h
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia
Endereço: Av. Presidente Vargas, 800 – Campina, Belém (PA)
Entrada: gratuita

Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia
Visitação: até 13 de setembro de 2026
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia – Av. Presidente Vargas, 800 – Campina, Belém (PA)

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