Único artista selecionado da região Norte, Eduardo Du Norte se apresenta neste sábado, 23, no palco da Praça Siqueira Campos, em Crato, na Mostra Sesc Cariri de Culturas, no Ceará.
“Representar a música amazônica é uma responsabilidade enorme”, comenta o músico, ciente de que estará em um dos maiores encontros multiculturais do país.
A edição deste ano reúne 216 grupos e 326 ações artísticas, envolvendo 2.373 artistas em linguagens que vão da música ao teatro, da dança às expressões da tradição.
Entre os destaques estão nomes como Vanessa da Mata, Luiz Fidelis, Hélio Ziskind, Fausto Fawcett, Abidoral Jamacaru e o diretor de teatro Amir Haddad, compondo uma programação que movimenta o Cariri e celebra a diversidade brasileira. Para Eduardo, esta é também uma oportunidade de reforçar uma ponte cultural já existente entre as duas regiões.
“Acho que essa conversa de culturas já existe há muito tempo e é muito forte. Muitos artistas da nossa região fizeram nome por lá e vice-versa. São culturas que, apesar de diferentes, têm muitas similaridades, como o bumba meu boi e o boi bumbá”, ressalta.

O artista prepara um repertório que mergulha nos ritmos amazônicos, trazendo músicas de seu novo álbum que transitam pelo carimbó, boi bumbá de Parintins e marabaixo, além de canções de grandes referências como Nazaré Pereira e Pinduca.
Para marcar ainda mais a passagem pelo Nordeste, ele também incluiu uma homenagem especial a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. “Quero mostrar um pouco do estudo e da divulgação do Norte, mas também reverenciar a força da cultura nordestina”, explica.
A participação na Mostra Cariri marca a estreia de Eduardo Du Norte em palcos nordestinos e inaugura uma nova fase na carreira. “É um desafio dos grandes, um primeiro passo em direção ao Nordeste, já que é minha primeira apresentação nessa região. Encaro como uma nova fase da minha trajetória”, afirma.
Depois do festival, Eduardo prepara colaborações, como a participação no álbum Brega Acústico, de Allan Roffé, e o lançamento de um novo espetáculo intitulado Da Amazônia, do Mundo. Além disso, a equipe trabalha para inscrever o projeto em editais e festivais que possam ampliar sua circulação. “Estamos traçando planos para este ano e o próximo. A ideia é seguir levando a música do Norte para outros territórios”, conclui.


