A fotografia para além da câmera. É a partir dessa perspectiva que o fotógrafo e educador Miguel Chikaoka apresenta “Fluxos”, exposição que abre para o público nesta sexta-feira, 30 de outubro, às 10h, nas galerias 2 e 3 do Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém. A visitação é gratuita e segue até 14 de fevereiro de 2027.
Reunindo instalações, experiências sensoriais e criações coletivas que ampliam os sentidos da fotografia, “Fluxos” vai além de uma retrospectiva. A mostra propõe uma aproximação com o pensamento e a prática de um artista que transformou a fotografia em campo de investigação, educação, convivência e experimentação.
“Fluxos nasce desse desejo de ampliar nossa maneira de olhar e perceber o mundo. A fotografia, para mim, nunca esteve limitada à câmera ou à produção de imagens. Ela é também uma forma de experimentar, de estabelecer relações, de aprender com a natureza, com as pessoas e com os saberes que encontramos pelo caminho”, reflete Miguel Chikaoka.
Referência na fotografia contemporânea brasileira e na formação de gerações de fotógrafos na Amazônia, Chikaoka convida o público a descobrir outras maneiras de perceber e produzir imagens. Luz, água, sombras, sementes, pigmentos naturais, transparências e movimentos compõem um percurso imersivo em que arte, natureza e presença humana se encontram.

Mostra segue o tempo dos Fluxos
Com curadoria do artista e professor Alexandre Sequeira, pesquisa de Marisa Mokarzel, expografia de Nando Lima e coordenação de makiko Akao, da Kamara Kó Galeria, a exposição tem como fundamento a Pedagogia dos Fluxos, desenvolvida por Miguel Chikaoka ao longo de sua trajetória. Nela, o fazer artístico nasce da experimentação, da troca de saberes e das relações entre o corpo, os materiais e o ambiente.
Uma das experiências que integram a mostra é a produção coletiva de tataki-zomé, técnica de impressão botânica realizada a partir do contato e da transferência de pigmentos vegetais para o tecido. A obra foi construída em encontros realizados em quintais e outros espaços da região, incluindo Belém, Colares, Joanes, no Marajó, e a Ilha do Capim, em Abaetetuba.
Esses processos aproximam a criação artística dos saberes sobre plantas, territórios e modos de vida, transformando a própria construção da exposição em uma experiência compartilhada.
“A luz, a água, as plantas, o tempo, tudo isso participa dos processos de criação. O que me interessa é justamente essa possibilidade de construir conhecimentos coletivamente, de provocar descobertas e abrir caminhos para outros modos de ver, sentir e estar no mundo”, reflete Miguel Chikaoka.
Além das instalações e experiências sensoriais, “Fluxos” apresenta uma programação formativa com oficinas, palestras, encontros e visitas mediadas, incluindo atividades acessíveis em Libras.
As inscrições para as atividades formativas são gratuitas, com vagas limitadas, e os formulários estão disponíveis nos links das bios dos perfis @fluxos_exposicao e @kamarako_galeria, conforme os períodos de inscrição de cada atividade.

Valéria Scornaienchi abre programação formativa de Fluxos
A programação formativa da exposição Fluxos começa com duas atividades conduzidas pela artista multilinguagem Valéria Scornaienchi, de Campinas (SP), cuja pesquisa investiga as relações entre arte, natureza e vida. Em suas criações, sementes, folhas, galhos, pedras, rios e ventos participam de experiências que aproximam a prática artística da convivência com outros seres e da criação coletiva.
No sábado, 31 de outubro, das 10h às 13h, Valéria conduz o encontro “A escuta das sementes – Encontro pra Criar”, uma oficina que parte das memórias e relações afetivas com as sementes para estimular percepções sensíveis, trocas e processos coletivos de criação. A atividade oferece 20 vagas para pessoas a partir de 15 anos.
“As sementes são uma revolução silenciosa.” É a partir dessa imagem que a artista Valéria Scornaienchi convida o público a participar de duas atividades da programação formativa da exposição Fluxos – Miguel Chikaoka, no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém.
No domingo, 1º de novembro, das 10h às 12h, a artista apresenta a palestra “A escuta do mundo – Arte e vida em processos criativos”, na qual propõe reflexões sobre as conexões entre práticas artísticas, paisagens, afetos e modos de habitar o mundo. São 100 vagas disponíveis.
“Parto de um processo desenvolvido nos jardins e quintais de Belém. A atividade propõe refletir sobre os caminhos da criação artística e sobre as relações entre arte e vida, compreendidas pela artista como dimensões inseparáveis. Acho que a relação artística que existe entre mim e o Miguel está muito ligada a esse pensamento de fluxo”, afirma.
As duas atividades acontecem no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém, e integram a programação de formação e experimentação artística da exposição Fluxos.
Anota!
Exposição: FLUXOS – Miguel Chikaoka
Abertura: Quinta-feira, 29 de outubro de 2026, às 19h
Visitação: 30 de outubro de 2026 a 14 de fevereiro de 2027
Horários: Terça a sexta-feira, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h.
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia – Galerias 2 e 3
Endereço: Av. Presidente Vargas, 800, Campina, Belém (PA)
Entrada gratuita
Realização: Kamara Kó Galeria
Patrocínio: Banco da Amazônia e Governo Federal
Projeto selecionado pelo Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia.

Programação – palestras e oficinas
31/10/2026 – 10h às 13h
Oficina: A escuta das sementes: encontro pra criar
Valéria Scornaienchi
Inscrições: 24 a 31/10
01/11/2026 – 10h às 12h
Palestra: A escuta do mundo
Valéria Scornaienchi
Inscrições: 25/10 a 01/11
28/11/2026 – 10h às 12h
Palestra: Navegante em Fluxos
Marisa Mokarzel
Inscrições: 21 a 28/11
12/12/2026 – 10h às 12h
Encontro: Processo Curatorial
Alexandre Sequeira e Nando Lima
Inscrições: 05 a 12/12
23 e 24/01/2027 – 10h às 13h
Oficina: Luz, Rizoma e Percurso
Nando Lima
Inscrições: 16 a 23/01
31/01/2027 – 9h às 13h
Oficina: Câmera obscura: pinhole e com lente
Miguel Chikaoka
Inscrições: 21 a 27/01
Inscrições
Formulários estarão disponíveis nos links das bios dos perfis @fluxos_exposicao e @kamarako_galeria – no Instagram, conforme os períodos de inscrição de cada atividade.
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