Fotografia em preto e branco do mestre Tó Teixeira de chapéu e camisa clara, em frente a um portão de ferro com o número 340.

Documentário histórico sobre Tó Teixeira estreia em março no Cine Líbero Luxardo

Chico Carneiro e Januário Guedes lançam “Tó Teixeira… Cotidiano e Memória”, um filme histórico e inédito com o violonista Tó Teixeira. Na próxima semana, 2 de março, às 19h, no Cine Líbero Luxardo. Guardem a data e participem. Após a sessão, haverá bate papo com os realizadores, com participação especial de Salomão Habib que, além de interpretar a trilha do filme, é pesquisador e difusor da obra de Tó Teixeira.

Os diretores prometem revelar detalhes sobre esse encontro com Tó e da saga para chegar a finalização do documentário que, em 29 minutos, revisita aspectos da vida cotidiana, da obra e da importância cultural do músico. As imagens foram captadas entre o final de 1981 e início de 1982, apenas dez meses antes do falecimento do mestre, aos 89 anos.

Essas imagens permaneceram 43 anos guardadas, sem finalização, tanto por limitações técnicas quanto por ausência de recursos para pós-produção e restauração. Atravessaram o tempo, mudanças de país, de tecnologia e de contexto político, sem que o projeto fosse abandonado.

Em vez de permanecer como fragmento de memória, o filme foi sendo retomado sempre que possível. Os realizadores Chico Carneiro e Januário Guedes retomaram o projeto mais recentemente, o que envolveu recuperação e preservação do material original; digitalização da película; montagem; finalização de som e inclusão da trilha interpretada por Salomão Habib.

Em película 16 mm e em preto e branco, mostra momentos raros do cotidiano de Tó, entre sua casa, sua oficina de encadernação e sua rotina de trabalho, preservando sua imagem, sua voz e sua memória em um período em que quase não havia registros audiovisuais de mestres da música paraense.

2

Sem captação de som direto, as imagens foram registradas livremente e depois articuladas a uma entrevista com o próprio músico, que conduz a narrativa do filme.

O material chegou a passar por uma pré-edição nos anos 1980, mas permaneceu décadas sem finalização por falta de recursos. O negativo foi preservado na Cinemateca Brasileira, enquanto o copião e os áudios ficaram sob a guarda de Chico Carneiro, que levou esse acervo consigo durante os anos em que viveu e trabalhou em Moçambique.

As primeiras iniciativas de digitalização foram financiadas pelo próprio diretor. Mais tarde, já de volta ao Brasil, uma nova conversão contou com apoio técnico da Cinemateca, permitindo a finalização concluída em 2025, em Belém.

Chico Carneiro é fotógrafo e cineasta autodidata paraense. Iniciou sua trajetória ainda jovem no audiovisual brasileiro antes de se estabelecer em Moçambique, onde viveu por cerca de quatro décadas, dirigindo e fotografando documentários com forte enfoque social e amazônico.

Januário Guedes é diretor e roteirista, jornalista e professor universitário, mestre em Comunicação pela ECO/UFRJ. Com longa atuação no audiovisual paraense, participou de projetos estruturantes da memória cinematográfica da região e da consolidação do setor no estado.

Serviço

Estreia: 2 de março de 2026

Horário: 19h

Local: Cine Líbero Luxardo – Centur

Duração: 29 minutos

Gênero: Documentário

Classificação: Livre

Após a sessão: bate-papo com os realizadores e participação de Salomão Habib

compartilhe

Categorias