Francelino Mesquita ministra oficina inspirada na obra de Véio na CAIXA Cultural Belém

A exposição “A Forma Viva na Arte de Véio” realizará neste sábado, dia 09, a oficina “A arte viva em miriti”, com o artista visual paraense Francelino Mesquita.

A atividade acontece das 10h às 12h e propõe ao público uma experiência criativa voltada à construção de pequenas esculturas inspiradas nas formas, narrativas e processos presentes na obra do artista sergipano Véio.

A oficina parte do universo poético do miriti, matéria-prima profundamente ligada à cultura amazônica e à memória afetiva do Pará, para estimular os participantes a criarem peças autorais a partir da imaginação, do reaproveitamento e do olhar sobre o cotidiano — aspectos também presentes na produção de Véio, reconhecido nacionalmente por transformar objetos simples em esculturas de forte expressão popular e contemporânea.

Quem conduz a atividade é Francelino Mesquita, artista visual conhecido pelo trabalho desenvolvido com o miriti em Belém e em outras cidades do Pará. Sua pesquisa artística transita entre escultura, brinquedo popular, formas orgânicas e experimentações visuais, aproximando tradição e linguagem contemporânea.

O artista sergipano, na abertura da exposição em Belém. Foto: Ângelo Martins Cavalcante

Arte e sustentabilidade ambiental

Acertado o convite ao Francelino para ministrar essa oficina, uma vez que seu universo e pensamento artístico se encontra também com o do Véio, e cada um na sua singularidade.

Entre afinidades que aproximam os universos de Véio e Francelino Mesquita está justamente a capacidade de transformar materiais simples em linguagem poética. Ambos partem de elementos cotidianos e orgânicos para criar formas que dialogam com o imaginário popular, a memória afetiva e a relação entre homem, natureza e território.

Enquanto Véio construiu uma obra marcada pelo reaproveitamento de madeiras, raízes e objetos encontrados, criando figuras híbridas e esculturas de forte expressão simbólica, Francelino desenvolve uma pesquisa ligada ao miriti e às formas amazônicas, explorando a manualidade, o gesto artesanal e a liberdade criativa presente na cultura popular paraense.

Francelino Mesquita. Foto: Leila Moura

Singuaridades

Os dois artistas também compartilham uma relação intuitiva com a matéria, permitindo que os próprios materiais conduzam parte do processo criativo. Em suas obras, o aspecto lúdico convive com uma elaboração estética contemporânea, aproximando arte popular, escultura e experimentação visual.

Na oficina “A arte viva em miriti”, essas conexões surgem como ponto de partida para que o público experimente criar pequenas esculturas inspiradas não apenas nas formas de Véio, mas também nessa ideia de arte viva, livre e inventiva que atravessa o trabalho dos dois artistas.

A atividade integra a programação paralela da exposição e reforça o caráter interativo da ocupação dedicada à obra de Véio, artista cuja produção é marcada pela liberdade formal, pelo uso de materiais encontrados e pela criação de figuras híbridas entre o humano, o animal e o imaginário popular.

“A Forma Viva na Arte de Véio” segue em cartaz na CAIXA Cultural Belém, até dia 31 de maio, reunindo esculturas, objetos e instalações do artista sergipano que construiu uma trajetória singular na arte brasileira, transformando madeira, raízes e materiais descartados em obras de forte identidade visual.

Serviço

Oficina “A arte viva em miriti”
Com Francelino Mesquita

Data: Sábado, 9 de maio de 2026
Horário: 10h às 12h
Local: CAIXA Cultural Belém
Endereço: Avenida Marechal Hermes, s/n – Armazém 6A – Reduto (Porto Futuro II)
Participação gratuita – As inscrições são feitas pelo link disponível na bio da CAIXA Cultural Belém e no site da instituição.
Classificação: a partir de 7 anos (menores acompanhados por responsável)

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