Divulgar a oficina do mapa de afeto e memórias da cidade velha em Belém
Foto: Cláudio Ferreira

Circular mapeia memórias sobre o Centro Histórico em oficina nesta quarta-feira, na Praça do Carmo.

O projeto Circular Campina Cidade Velha oferece, no próximo dia 19 de agosto, a oficina “Mapa do Afeto: memórias e referências simbólicas do Centro Histórico de Belém”. Parte da contrapartida social do projeto, viabilizado pela Lei Rouanet, a oficina é uma atividade de educação patrimonial que articula memória, lugar e referências culturais do Centro Histórico de Belém (CHB).

A ação, que será realizada na Praça do Carmo, na Cidade Velha, é voltada aos trabalhadores informais e à comunidade do bairro, além de parceiros da Associação Circular. Os interessados poderão se inscrever gratuitamente por meio do link disponível na bio do Instagram @circularcampinacidadevelha.

Atuam como facilitadoras da oficina a pedagoga e produtora cultural Luci Azevedo, presidente da Associação Circular e idealizadora do Circuitinho Circular, projeto de educação patrimonial para crianças; a mestra e professora de Geografia Magaly Caldas, integrante da equipe do Circuitinho Circular; e a mestra e geógrafa Nabila Pereira.

Memórias da Rua Félix Rocque
Cidade Velha – Rua Félix Rocque. Foto: Cláudio Ferreira

Escuta sensível e construção coletiva de memórias

Por meio do diálogo, os participantes serão convidados a revisitar suas experiências pessoais com o Centro Histórico de Belém e a identificar as referências simbólicas que mantêm com esse território. Ao final, a proposta é construir um grande mapa afetivo do lugar, baseado em trajetórias e lembranças que se conectam aos espaços, práticas e elementos culturais do Centro Histórico.

A partir de uma escuta sensível, a oficina busca promover uma construção coletiva de sentidos e significados sobre o Centro Histórico, tendo como ponto de partida as reflexões feitas em grupo sobre o patrimônio cultural como parte das trajetórias afetivas e identitárias dos participantes.

“Além de colher informações e das trocas de experiências, a oficina também tem como papel principal a educação, o respeito e a preservação dos patrimônios históricos junto com essas pessoas que moram e trabalham no Centro Histórico de Belém”, diz Magaly Caldas.

Ela explica a dinâmica que será utilizada na atividade: “Pode-se dizer que vai ser uma aula sobre Patrimônio Histórico, onde as oficineiras, de forma interativa, vão colher informações de como se dá a relação dos inscritos (comunidade, trabalhadores informais da Cidade Velha e parceiros do Circular) com o patrimônio histórico de Belém”, detalha.

Os resultados deverão ser disponibilizados posteriormente nos canais de comunicação do Projeto Circular, como uma contribuição para o reconhecimento das múltiplas formas de apropriação do patrimônio cultural em Belém, fortalecendo o sentimento de pertencimento e de valorização da cidade.

Memórias da cidade velha
Sinalização na Praça do Carmo – Foto: André Butter

Sobre o Circular Campina

Com origem na sociedade civil, o Projeto Circular Campina Cidade Velha foi criado em 2013, por iniciativa de um pequeno grupo de agentes culturais independentes instalados no Centro Histórico, com o objetivo de resgatar as relações de vizinhança desses bairros, impactados por problemas de violência e ausência de políticas públicas. Atualmente, formalizado como organização social, reúne mais de 40 espaços, projetos e ações socioculturais em atuação nesse território.

O Projeto Circular Campina tem patrocínio do Banco da Amazônia, por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal; da Alubar e das Lojas Renner. Conta ainda com apoio institucional da Universidade Federal do Pará, por meio do Fórum Landi e do Complexo dos Mercedários.

SERVIÇO

Oficina “Mapa do Afeto: memórias e referências simbólicas do Centro Histórico de Belém”
Data: 19 de agosto de 2026 (quarta-feira)
Horário: 18h30 às 21h
Local: Praça do Carmo — Cidade Velha
Participação: gratuita
Inscrições: link na bio do Instagram @circularcampinacidadevelha

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