Foto: Nailana Thiely

Oficinas do Circuito Maravilha neste final de semana em Belém encerram circulação com foco na formação

Chegamos ao ponto derradeiro do Circuito Maravilha – Guitarrada, Pesquisa e Memória, trazendo duas oficinas que serão realizadas neste sábado, 18 de abril, na estação Cultural de Icoaraci, na sala Cine Guanabara.

A oficina do realizador audiovisual Felipe Cortez, inicialmente prevista para o formato on-line, mas que agora será realizada presencialmente e se soma à oficina de comunicação, ministrada por Luciana Medeiros.

Ao longo de sua circulação, o projeto vem articulando pesquisa, memória e prática e em Belém, num mesmo dia, será oportunidade para transitar em campos da produção cultural e do audiovisual.

Debate: Luizinho Lins, Lia Sophia, Luciana Medeiros, Junior Almeida e Gustavo Lima. Foto: Nailana Thiely

Pela manhã, das 9h às 12h, a oficina “Comunicação para artistas e projetos culturais”, com Luciana Medeiros, aborda estratégias de posicionamento, construção de estratégias e plano de divulgação. À tarde, das 15h às 18h, Felipe Cortez conduz “Documentário musical e montagem: experiências do cinema paraense”, propondo um mergulho na linguagem do documentário musical, da história do cinema às práticas de montagem e pós-produção.

A oficina de comunicação parte da experiência prática de circulação de projetos culturais, incluindo trajetórias ligadas a editais como Rouanet, Semear, PNAB, Caixa Cultural e Rumos Itaú Cultural. Já a atividade de Cortez percorre diferentes momentos do documentário musical, do cinema mudo às linguagens contemporâneas, como os rockumentaries e sua relação com o videoclipe.

Ao final, o foco recai sobre os processos de montagem do filme Coisa Maravilha – A Invenção da Guitarrada, conectando teoria e prática a partir de um caso amazônico.

Oficina de comunicação, em Bragança. Foto: Letícia Teixeira

Uma circulação que constrói escuta, memória e rede

As oficinas encerram um percurso que começou em Barcarena, território de origem da guitarrada, onde o projeto ativou uma escuta direta com o lugar de nascimento do gênero. Em seguida, passou por Bragança, ampliando o debate para o campo do patrimônio cultural imaterial e das formas de transmissão de saberes, reunindo pesquisadores, mestres e agentes culturais em torno das dinâmicas locais .

Em Belém, última etapa da circulação, o projeto ganhou densidade ao articular tradição e latinidade, colocando a guitarrada em diálogo com processos contemporâneos de criação, circulação e pesquisa.

A capital paraense, cidade que também marca a trajetória de Mestre Vieira, funcionou como ponto de convergência dessas discussões com artistas, pesquisadores e público em torno de uma memória que segue como referência de tradição em movimento.

Serviço

Oficinas – Circuito Maravilha | Belém (Icoaraci)
Estação Cultural de Icoaraci – Sala Cine Guanabara
Endereço: Rua Padre Júlio Maria, 937–995 – Cruzeiro

Data: 18 de abril

Manhã | 9h às 12h
Oficina: Comunicação para artistas e projetos culturais
Com Luciana Medeiros

Inscreva-se: Aqui

Tarde | 15h às 18h
Oficina: Documentário musical e montagem: experiências do cinema paraense
Com Felipe Cortez

Inscreva-se: Aqui

+ Informações:
@holofote_virtual
@mestrevieira_guitarrada

Vagas limitadas | Certificação

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