Sarau do Povo da Noite abre o microfone para a poesia falada no bairro da Pedreira

Podes levar o poema no bolso, guardado no celular, decorado há anos ou escrito ali mesmo. Nesta quarta-feira, 16, o Povo da Noite abre novamente a roda e entrega à poesia o lugar principal. O sarau começa às 19h, no Delícias do Trapiche, na Pedreira, com entrada gratuita.

Importante. Não precisas ser poeta de ofício. Podes ler um texto próprio, mas também emprestar a voz aos versos de alguém. Vale poema, canção, performance e o que mais a palavra provocar.

Desde que surgiu, em 2017, o Povo da Noite vem fazendo esse movimento: tirar a poesia do lugar solene, colocá-la para conversar e descobrir o que acontece quando uma palavra encontra outra pessoa.

“No Sarau do Povo da Noite nos damos à poesia o papel principal, mas sem censurar ou limitar a expressão de cada presente. Algumas pessoas leem poemas, outras, letras de música, cantam. Performam de diferentes formas”, conta o poeta e professor Rodrigo Briveira.

E nessas andanças, ou melhor, itinerâncias, o sarau já passou pela Casa da Linguagem, atravessou a baía até Cotijuba, ocupou a Feira do Açaí, na Cidade Velha, e esteve antes no próprio Delícias do Trapiche, para onde retorna agora. Muda o lugar, muda quem chega, muda a conversa. E isso interessa ao grupo.

Foto mostra momento do Sarau do Povo da Noite
Uma das edições do sarau do Povo da Noite. Foto: Hugo Chaves

Sarau do povo e dos encontros

“O sarau é sempre um momento também de encontro, de pensamento e do prazer de pensar, ouvir e conversar sobre as realizações poéticas”, diz o jornalista e poeta Abílio Dantas.

O grupo nasceu em 13 de setembro de 2017, quando realizou o primeiro sarau no Espaço Etnias, a convite do mestre de cultura de carimbó e artesão Dimmi. Nove anos depois, continua colocando a poesia em movimento por Belém. Hoje, reúne Roberta Tavares, Nai Cruz, Rodrigo Briveira, Abílio Dantas e Thiago Kazu.

São poetas diversos que, em comum, mantêm a ideia simples que sustenta o sarau desde o começo: há muitas maneiras para acessar a poesia.

Às vezes ela está num livro. Outras, numa música, numa performance, numa lembrança. Nesta quarta-feira, certamente estará numa mesa do Delícias do Trapiche, esperando alguém pedir a palavra.

Anota!

Sarau do Povo da Noite – Poesia Falada
Quarta-feira, 16 de setembro, às 19h
Delícias do Trapiche – Travessa São Sebastião, 356, Pedreira, Belém
Entrada gratuita

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