Belém foi contemplada com o mais novo espaço dedicado à inovação e cultura com a apresentação da Casa SESI Indústria Criativa, que conecta o passado, o presente e o futuro com base na economia criativa. A abertura ao público será nesta quarta-feira, 5.
A partir da restauração de um prédio histórico, construído no período da Belle Époque, a Casa SESI Indústria Criativa chega à cena da cidade como espaço de conexões, trocas, informações e possiblidades de crescimento econômico.
“Faremos a inauguração oficial, durante a COP30, conta com uma programação intensa de debates, exposições e encontros”, adiantou Alex Carvalho presidente do Sistema FIEPA.
Localizado na Av. Brás de Aguiar, a inciativa pretende se tornar um espaço de referência para a indústria criativa, com encontros, oficinas, tecnologia e informação, educação e robótica, além dos espaços culturais e artísticos.
“A missão que recebo é tornar essa casa viva com novos projetos, assim como o letramento, a ressignificação patrimonial para uso da sociedade e o entendimento sobre indústria criativa para que o produtor consiga sair da informalidade e fazer parte, fomentar a indústria local por meio da criatividade”, disse a gerente executiva de Cultura do SESI, Ana Cláudia Moraes.
A pré-inauguração foi realizada na noite de segunda-feira, 3, com a participação de convidados e colaboradores do Sistema FIEPA – Federação das Indústrias do Estado do Pará, com abertura de exposições.
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Soft opening da Casa SESI Indústria Criativa. Foto: Gabriela Moura
4 olhares para a sustentabilidade e criatividade
Logo na entrada do prédio, uma exposição chama atenção: “Joias da Amazônia”, que reúne a produção de 14 artesãs, designers e artistas de diversos locais do estado do Pará. Entre elas, mulheres urbanas, quilombolas e ribeirinhas que trabalham com modalidades diferentes, como madeira, sementes de açaí, escamas de peixe, fibra de miriti, casca de coco, fio de miriti tingido com casca de cebola, ouriço da castanha-do-pará, entre outros materiais encontrados na biodiversidade amazônica.
“Tudo começou com a Semana Criativa realizada em julho deste ano com mentoras do Rio de Janeiro e a participação das micro-empreendedoras paraenses”, relatou Nathalie Kuperman, fundadora e diretora do Instituto Elabora Social.
A inicitativa resultou na criação autoral com materiais da floresta associados ao alumínio reciclado de ferro velho, uma criação 100% sustentável, inserida no contexto da economia circular. “E agora estão aqui, expostas para o conhecimento da riqueza, do potencial da biodiversidade amazônica”, complementou.
A exposição Joias da Amazônia é resultado das oficinas do Instituto Elabora, com apoio do SENAI Getúlio Vargas, patrocínio da Hydro e apoio institucional do Sistema FIEPA, Jornada COP+, Ebata e Aimex.
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Michel Pinho, historiador e parte da obra de arte. Foto: Gabriela Moura
Tecnologia e Arte
No andar superior do casarão, um projeto de arte de arte e tecnologia, com projeção em 360 graus é um convite para o conhecimento econômico, cultural e artístico no estado do Pará, contando um pouco da nossa indústria criativa e seus saberes.
Nas imagens em movimento, o historiador Michel Pinho narra o fazer criativo de nossos povos originários, diversidade cultural, a construção da cidade de Belém e centros de inovação com a exposição “Im-PARÁ-veis”, que conta com a contribuição de artistas sonoros, artistas visuais, moda e participação da Orquestra Sustentável SESI.
“É uma experiência imersiva para falar dessa multiplicidade de gente num recorte artístico de 100 anos de criatividade paraense com pontuações históricas”, comenta a artista visual Roberta Carvalho, que assina a curadoria da exposição.”
Também marca presença o trabalho de reaproveitamento de materiais apreendidos pela Receita Federal desenvolvido por alunos do curso Técnicas de Upcycling do SENAI. São aproximadamente 100 quilos de roupas e calçados em processo de reuso para a circularidade da economia, o que reduz consideravelmente o desperdício e impacto de material descartado.
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Orquestra Sustentável marcando presença. Foto: Gabriela Moura
Nessa primeira etapa do processo de restauração do prédio, foram identificadas, abaixo das camadas de tinta provocadas por diversos usos de residência e funcionamento comercial, pinturas artísticas nos tetos, nas paredes e no forro, com alusões à musica, poesia, literatura e escultura.
“Já estamos trabalhando a segunda etapa do processo e vamos restauras essas pinturas que são verdadeiras obras de arte e construir um anexo maior para espaço destinado aos produtores e artistas que trabalham com economia criativa”, garante Thais Toscano, arquiteta responsável pelo processo de restauro e adaptação da Casa SESI Indústria Criativa.
O soft opening da Casa SESI Indústria Criativa contou com trilha sonora ao vivo dos músicos Paulinho Assunção, Luiz Pardal, Jacinto Kahwage e a participação da Orquestra Sustentável SESI.
Serviço
A Casa SESI Indústria Criativa abrirá ao público a partir do dia 05 de novembro, de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, com visitas gratuitas mediante inscrição pelo site: Aqui.


