Banner ilustrado do evento "Circuito Maravilha: Guitarrada, Pesquisa e Memória". No lado esquerdo, uma ilustração colorida de um homem tocando guitarra, cercado por flores tropicais e folhagens. À direita, sobre fundo amarelo, as informações: "Barcarena-PA, 20 e 21 de março de 2026, Biblioteca Firmo Cardoso. Inscrições Abertas". Na base, logos de apoio e realização, incluindo SECULT e Governo do Pará.
Foto: Alessandro Falco

Exposição de Alessandro Falco nos últimos dias para visitar na Kamara kó Galeria

A mostra “Amazônia Confidencial”, individual de Alessandro Falco, faz parte programação cultural que tem como tema o impacto das mudanças climáticas em sintonia com os temas discutidos na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, COP 30, em Belém. 

O encerramento será no domingo, 7 de dezembro, dentro da programação do Circular Campina Cidade Velha. De acordo com a produtora cultural Makiko Akao, a mostra, com curadoria de John Fletcher, está alinhada com o momento em que o olhar global se voltou para a floresta.

 “A exposição apresenta uma Amazônia atravessada por conflitos, transformações e disputas de território, trazendo à tona camadas pouco visíveis da realidade amazônica a partir de uma abordagem documental e autoral”, observa Makiko.

“Amazônia: Confidencial” propõe ao visitante um deslocamento, uma recusa à espetacularização do território e compreendê-lo em uma dimensão humana e ambígua. São documentos visuais elaborados ao longo de anos de viagens e reportagens que nessa exposição alcança sua forma íntima e reflexiva.

Uma das imagens da exposição “Amazônia Confidencial”

Num período em que a COP30 atuou como um grande catalisador cultural para Belém, com a presença massiva de delegados, representantes oficiais, pesquisadores, jornalistas e participantes diretamente envolvidos nos debates climáticos, foi criada uma massa crítica de público altamente conectada aos temas trabalhados pelas exposições e atividades culturais.

Nesse contexto, as fotografias de Alessandro Falco apresentam uma Amazônia feita de presenças e ruínas, com espaço para registro do cotidiano e do extraordinário numa mesma linha de fruição.

“Aqui, arte e cultura aparecem não apenas como parte da programação paralela da COP30, mas como uma consequência direta desse encontro entre território, debate climático e circulação internacional. Esse movimento revelou o forte interesse em compreender a Amazônia para além dos discursos oficiais”, aponta a curadora.

Passado o período da COP 30, o que fica é a consolidação de um olhar mais atento para a Amazônia a partir da arte e da cultura. No caso específico da galeria Kamara Kó, esse compromisso como uma forma de ampliar a consciência.

Serviço
Amazônia Confidencial – Exposição individual de Alessandro Falco, na Kamara Kó Galeria. Trav. Frutuoso Guimarães, 611 – Campina. Encerramento neste domingo, 7 de dezembro.

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