Últimos dias para conferir a exposição Amazônia, do fotógrafo Sebastião Salgado, que estará em cartaz no Museu das Amazônias somente até este domingo, 8 de fevereiro. Para quem ainda não foi ver, fica a dica.
A mostra convida, quem ainda não percorreu o espaço ou deseja reviver a experiência, a mergulhar em uma das exposições mais emblemáticas já realizadas na capital paraense, chegando aqui após ser vista em vários países da Europa.
Além de mais de 200 imagens em grande formato, o percurso expositivo incorpora filmes e projeções audiovisuais que ampliam o impacto das fotografias, criando uma narrativa sensorial sobre a floresta, seus rios, suas paisagens e os povos indígenas retratados ao longo de sete anos de expedições.
Entre os destaques que vocês não devem perder, estão os ambientes de projeção que combinam imagens em movimento e trilhas sonoras especialmente concebidas. Um deles apresenta paisagens amazônicas ao som do poema sinfônico Erosão – Origem do Rio Amazonas, de Heitor Villa-Lobos.
Outro espaço reúne retratos de povos indígenas acompanhados por uma composição original de Rodolfo Stroeter. A criação sonora geral da mostra leva a assinatura do músico francês Jean-Michel Jarre, construída a partir de sons captados na própria floresta.
Nos vídeos exibidos ao longo do percurso, lideranças indígenas compartilham seus testemunhos, reforçando a dimensão política e contemporânea da exposição, que aborda a Amazônia como território vivo, ameaçado, mas também como espaço de resistência, conhecimento e futuro.

Entre imagens e sons, numa experiência imersiva
Instalada no espaço que inaugurou oficialmente o Museu das Amazônias, às vésperas da COP 30, a exposição se consolidou como um ponto de encontro entre arte, ciência, memória e debate ambiental.
Ao longo dos últimos meses, recebeu visitas mediadas, ações educativas e um fluxo contínuo de público interessado em conhecer a Amazônia a partir do olhar sensível e rigoroso de Salgado.
Resultado de sete anos de expedições fotográficas pela Amazônia brasileira, a exposição registra terra, água e ar, revelando paisagens, rios, montanhas e o cotidiano de 12 comunidades indígenas.
Muitas das imagens são inéditas para o público e evidenciam uma Amazônia ainda pouco conhecida, marcada pela força da natureza e pela engenhosidade de seus povos.
Amazônia conta com patrocínio global master da Zurich Seguros, patrocínio master do BNDES e Fundo Amazônia e patrocínio Ouro do Itaú, com produção da Maré Produções. Apoio Institucional: Ernst & Young e Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) e Parceria Institucional: Museu das Amazônias, Museu Goeldi e Governo do Pará.
A realização é do Ministério do Turismo e Esporte, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Ministério da Cultura – Governo Federal – Brasil União e Reconstrução.
Com entrada gratuita, Amazônia se despede do público de Belém como uma exposição que abriu diálogo diretamente com o momento histórico vivido pela cidade no contexto da agenda climática global e por oferecer uma experiência estética que articula fotografia, cinema, som e reflexão.
Serviço
Exposição: Amazônia – Sebastião Salgado
Local: Museu das Amazônias – Porto Futuro II, Belém (PA)
Visitação: até domingo 8 de fevereiro de 2026
Horário: 10h às 18h (última entrada às 17h)
Entrada: gratuita


